16 ene. 2010

A Reinvenção de Thalía.


Se sua lembrança de Thalía vem da trilogia das novelas Marias (Maria Mercedes, Marimar e Maria do Bairro) que a lançou para o Brasil, ou da cantora espevitada que gritava o amor aos quatro ventos, esqueça! Com um look clean, refletido em sua maquiagem leve, usando jeans e tênis, parece em nada lembrar a cantora que ficou marcada pela sensualidade latina que falava mais alto do que sua música. "Já não existem máscaras. Estou focada apenas nas canções e trabalho para que as pessoas me conheçam como realmente sou", diz ela, sobre a nova fase. Não que a essência tenha se transformado. A simpatia e a alegria, que a fizeram colecionar fãs pelo mundo e alcançar a marca de 30 milhões de discos vendidos, continuam. "E como está o clima no Brasil?", quis saber durante entrevista exclusiva à Gente, por telefone, de Nova York, onde mora há mais de dez anos. "Tenho muita saudade e não vejo a hora de voltar para rever os bons amigos que fiz aí, meus fãs fiéis, e, para tomar caipirinhas e comer feijoada, claro", diverte-se. O Brasil aparece em seu trabalho mais recente, Primera Fila, o 13º álbum de sua carreira solo.

Neste novo projeto, além de trazer temas inéditos, parcerias com alguns dos nomes mais populares da música latina, e novas versões de alguns de seus grandes sucessos, Thalía regravou "Qué Será de Ti", uma versão em espanhol para o sucesso "Como Vai Você", de Roberto Carlos. "É uma das minhas preferidas. Já queria gravá-la há algum tempo e finalmente chegou a hora. Tenho muita admiração pelo professor e seria um sonho poder gravar com ele", diz. Entre seus planos para 2010, a cantora pretende sair em turnê com o novo álbum. Se o Brasil estaria incluído? "Mas é claro. Não deixo o seu País nunca mais", promete. Com lançamento mundial em novembro do ano passado, o CD já vendeu 200 mil cópias.


O novo disco é também o primeiro projeto acústico de sua carreira e traz a direção executiva de Tommy Mottola, dono do selo Casablanda Records, e considerado um dos homens mais poderosos da indústria fonográfica, com quem está há 11 anos. Primera Fila também reflete uma artista mais serena e ainda mais confiante. Tão segura e cheia de iniciativa a ponto de não ouvir Tommy dizer que seria loucura chamar o presidente americano, Barack Obama, para dançar durante sua apresentação em uma noite latina na Casa Branca, em outubro do ano passado. "Não foi combinado. Conversamos antes e eu disse que o chamaria, mas ficou no ar. Meu marido falou: Já pensou se ele não aceita? Você ficaria ridícula. Não passe essa vergonha", conta ela aos risos que, como boa virginiana teimosa, foi lá, fez, e ainda dançou com o homem mais poderoso da atualidade

Mas Thalía não mudou apenas profissionalmente. "Todos crescem, amadurecem. Ninguém é a mesma pessoa a vida inteira. Trago ao palco quem realmente sou. A mulher comum que brinca com a filha, que adora encontrar os amigos e que fica em casa de jeans e camiseta", explica. A nova postura veio, entre outras coisas, após a superação de um grande desafio. No início de 2007, a cantora contraiu uma doença grave que a deixou de cama por oito meses. Conhecida como Lyme, a enfermidade é transmitida por meio da picada de um tipo específico de carrapato e gera alterações neurológicas, cardíacas e articulares na vítima. A história teve um agravante: na época, ela estava grávida de sua primeira filha, Sabrina. "Quando me vi perto da morte, me dei conta do quão vulnerável somos. E tive o impulso de ir à luta para buscar um mundo melhor para minha filha. Tudo isso contribuiu para eu ser hoje esta mulher forte e ainda mais guerreira", diz.

Fonte: ISTOÉ Gente

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